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segunda-feira, 7 de maio de 2012

Simplesmente Ela


Na sexta-feira passada, a peça Simplesmente Eu, Clarice Lispector veio a Brasília. Nela, Beth Goulart vive a escritora mais cultuada, zoada e discutida da literatura brasileira e aproveita para interpretar algumas de suas personagens marcantes. Inicialmente, a única apresentação seria às 20h, mas os ingressos esgotaram-se em minutos e uma sessão extra, às 23h do mesmo dia, precisou ser aberta. Fui nessa, um pouco preocupado com o desempenho da atriz, já que não deve ser nada fácil sair de um monólogo de quase 1h e entrar em outro idêntico logo depois, mas a preocupação era vã. Se Beth Goulart estava ou não cansada, jamais saberemos, visto que a personalidade de Clarice, por si só, carrega quase todo o cansaço do mundo.

Eu poderia passar os próximos parárafos descrevendo a magnitude do texto, a beleza do cenário e figurino e a assustadora interpretação de Beth Goulart (vencedora do prêmio Shell de teatro por esse papel), mas não vou. E não vou porque estou morrendo de preguiça encontrei a peça Simplesmente Eu, Clarice Lispector, na íntegra, disponível no YouTube. É claro que essa imagem de 240p não substitui a experiência do teatro (que recomendo e incentivo fortemente), mas pode transmitir pelo menos um pouco da inspiração, confusão e encantamento que o texto de uma das mulheres mais míticas da nossa literatura produz.

Bom espetáculo!

terça-feira, 21 de junho de 2011

Roberta Campos


Conheci a voz de Roberta Campos enquanto olhava os LPs da Livraria Cultura (porque voltou à moda esse negócio de disco de vinil) e encontrei Varrendo a Lua, seu último álbum. A capa, com o desenho de uma menina com os olhos esbugalhados, me chamou a atenção e fui experimentar o som em um daqueles fones de ouvido públicos. Fiquei encantado. E fiz o que seria natural: comprei o disco anotei o nome pra baixar em casa.

Mais tarde vim descobrir que a menina era mineira, apesar de morar em São Paulo, e bebe na mesma fonte de gente como Beto Guedes e Lô Borges (toda uma vibe Coração de Estudante, aquela novela das seis com a Helena Ranaldi). Ou seja: amor. Mostrei o CD pra namorada, que também adorou, e cada um seguiu seu rumo. Mas parece que De Janeiro à Janeiro, a música que a Roberta Campos gravou com Nando Reis, começou a fazer sucesso - por causa do Nando Reis, é claro - e essa menina veio pintar aqui em Brasília pra fazer um show no fim de semana do dia dos namorados.

Tomei um susto porque, pelas fotos que eu tinha visto, ela parecia mais nova que a Mallu Magalhães e no show tava toda produzida, com os cabelos ao vento, maquiagem, etc. O som não estava muito bom (achei o microfone baixo e a bateria muito alta pro tamanho do teatro), mas a simpatia da moça e seus olhos azuis foram suficientes pra fazer a noite valer a pena. Ela cantou quase todas as músicas do álbum Varrendo a Lua, uma composição do primeiro CD (que ninguém conhecia e foi um pouco constrangedor), uma do Renato Russo e uma da Marisa Monte.

Fiz um vídeo dela interpretando Quem Sabe Isso Quer Dizer Amor, do muso mineiro Milton Nascimento. Vê se você curte...