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quarta-feira, 6 de abril de 2011

As Coisas que Escrevo Sem Consciência

A coisa mais comum no ensino médio é aluno entediado tirando um cochilo na carteira. Às vezes fazendo o próprio casaco de travesseiro, às vezes fazendo do caderno, aparador de babas. E no cursinho isso não acontece. As pessoas não debruçam na carteira pra dormir. Elas simplesmente perdem a luta contra o sono e, involuntariamente, dormem eretas, com os braços cruzados e a cabeça pendendo do pescoço. Ao contrário do que acontece na escola, os professores sentem pena. Porque sabem que ninguém ali quer dormir, não se trata de desinteresse, é mais uma questão de limite mesmo, de exaustão. E também rola um compadecimento dos colegas de classe. Amanhã o pescador pode ser você.

Perdi as contas de quantas vezes acabei dormindo enquanto copiava a matéria. Sem brincadeira: com a caneta na mão! E meu caderno agora é cheio de frases que começam lindas e acabam em rabiscos desatinados.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Pré-Vida

Passei a manhã de hoje ligando pra todos os cursinhos pré-vestibulares de Brasília e coletando informações sobre carga horária, início e término do semestre e preço das mensalidades. Cursinho pré-vestibular é uma das épocas mais tristes na vida de qualquer pessoa. São seis meses estudando o que você não gosta e sofrendo pressão de todos os lados. É inevitável criar expectativas. É inevitável que as pessoas criem expectativas. E o curso que eu quero não é dos mais fáceis. A UnB não é das menos concorridas. Tenho medo.

Sobre manter uma rotina intensa de estudos... Sou muito organizado e curioso. Talvez me falte um pouco de disciplina, mas nada que passar o dia no cursinho, sem outras opções de entretenimento se não os livros e apostilas, não resolva. Inclusive, o lugar onde eu pretendo estudar oferece aulas de segunda a sábado, monitoria e plantão de dúvidas na parte da tarde e academia e aula de dança à noite. Exatamente, só faltou a cama e a escova de dente.

Eu não queria fazer pré-vestibular, porque sei como é desgastante e me conheço a ponto de saber que dificilmente suportaria outro fracasso. Então já tinha até feito vestibular numa faculdade particular (que nem é das piores) e estava prestes a assinar meu atestado de óbito acadêmico assumir um compromisso de quase mil reais por mês, quando tive um surto de lucidez. Pra que ser tão apressado e se sujeitar a pagar tanto por uma coisa que você pode conquistar com um pouco de esforço?

Entre esses esforços está diminuir o tempo que passo por aqui (e pelo Twitter, pelo Facebook, pelo Filmow, pelo Flickr, pelo Google Reader, pelo YouTube, pelo Orangotag, pelo PokerStars...). Espero que vocês entendam. Mais que isso: espero que eu consiga.