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segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Campanha Política

Não é nem fundo do poço. O lugar aonde eu cheguei foi tão subterrâneo que nem nome ainda tem. Talvez "núcleo terrestre" se aplique. O fato é que precisei chegar lá, ao ponto de dormir em pé na escada rolante do shopping, pra decidir mudar.

Tenho uma amiga que é tipo minha terapeuta, já que nunca tive dinheiro coragem pra pagar por uma de verdade, e na madrugada de sábado pra domingo eu estava listando pra ela tudo o que tem me incomodado nos últimos meses. O que tem me feito infeliz. A lista foi realmente enorme, mas a maioria dos itens eram assim: incapacidade de acordar na hora, falta de concentração na aula, memória fraca, desânimo (muito, muito, muito desânimo), ansiedade, semanas de procrastinação alternadas com surtos de produtividade, etc. E chegamos à conclusão de que tudo isso é fruto de apenas um problema: eu não estou dormindo direito. Há muito tempo.

Mas é lógico que eu sabia. Todo mundo percebe esse tipo de coisa. Sempre que olho pro relógio e vejo o ponteiro marcando meia-noite sei que, se eu não for pra cama imediatamente, o dia seguinte vai ser um sacrilégio. Mas cadê força de vontade pra dormir sabendo que o que vem em seguida é mais um dia de estudos? Sempre acabo preferindo o modo zumbi e isso tem me feito um mal absurdo.

Então estou aqui, diante dos meus 5 leitores, prometendo que vou recuperar meu sono. Vou dormir cedo, acordar cedo e ser o orgulho da mamãe.

Prometo.

O único problema vão ser meus colegas do cursinho estranhando enormemente esse novo aluno que está prestes a surgir. Esse aluno aplicado e bem humorado, que não chega atrasado, não passa a aula escorado num canto, não anda cambaleante pelos corredores e, quem sabe, chega ao cúmulo de dar bom dia.