Mostrando postagens com marcador natalie portman. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador natalie portman. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

A Grande Dama


Nada me deixa mais feliz que ver uma atriz talentosa receber um papel à sua altura. Acompanho Natalie Portman desde o primeiro episódio de Star Wars, quando ela vivia a encantadora Rainha Padmé Amidala, e me apaixonei perdidamente em 2004, quando ela fez absurdos em Closer - Perto Demais. Hoje, acho que Natalie Portman atingiu o ápice de sua carreira. Está em sua melhor forma, como a obcecada bailarina Nina Sayers, de Cisne Negro. Uma dessas interpretações que, de tão intensas, parecem consumir cada partícula do ator.

Nina conquista o papel principal na clássica montagem de O Lago dos Cisnes, onde deve interpretar duas personagens. A primeira é o cisne branco, belo, doce e gracioso. A segunda é o cisne negro, intenso, sensual e agressivo. A bailarina tem dificuldades com o segundo papel, já que este exige um pouco menos de técnica e mais impulsividade. Nina Sayers é do tipo que preza pela perfeição em cada movimento. Da hora em que acorda, até a hora em que vai dormir, tudo o que ela faz é treinar. Uma mulher que entrega sua vida à arte, com tamanho desprendimento que acaba abrindo mão da sua própria lucidez.


O ambiente que Cisne Negro reproduz não se assemelha em nada à leveza de um espetáculo de balé. As dançarinas são expostas à pressão e treinos exaustivos. A maior parte delas tem os pés machucados. E a câmera de Matthew Libatique faz questão de focalizar os detalhes mais assustadores desses campos de tortura. Como se isso não bastasse, Nina passa a ser atormentada por estranhas visões que remetem à fábula dos cisnes. Nestes momentos, a trilha sonora desempenha um papel importantíssimo, transformando o filme num terror psicológico dos mais apavorantes.

Adoro histórias que falam sobre o processo criativo de um artista, seja ele dançarino, escritor ou músico. Sempre me encanta ver alguém enfrentando seus limites em prol de uma obra de arte. E nesses casos, quando a ficção encontra a realidade, fica muito difícil não torcer pelo sucesso de Nina Sayers, no Lago dos Cisnes, ou de Natalie Portman, no Oscar 2011.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Você Está Convidado


Esse é o pôster do Oscar 2011, que vem assim, todo amigável, convidando você a participar do espetáculo. O site oficial também está com essa proposta, pedindo pra você se cadastrar e participar de previsões, bolões, assistir vídeos históricos, dos bastidores, etc... Tá bem bonito o negócio.


Ontem a Academia divulgou os indicados nas principais categorias. Parece que a maior surpresa foi ver Inverno da Alma figurando entre os 10 finalistas por melhor filme. E os irmãos Coen roubando o lugar de Christopher Nolan entre os indicados a melhor diretor. O que é uma das maiores injustiças que o Oscar já fez. Tudo bem que A Origem pode não ser o favorito do ano, como muita gente supôs, mas é inegável a genialidade de Nolan, que fez Amnésia, O Grande Truque (um dos meus filmes preferidos), O Cavaleiro das Trevas, entre outros, e nunca foi indicado. Acho difícil ele fazer algo melhor do que ele tem feito. Porque, assim... Chega muito perto da perfeição.

Parece então que a briga vai ser entre A Rede Social (filme do momento, de um diretor que já bateu na trave em 2009) e O Discurso do Rei, que é o tipo de cinema que os acadêmicos adoram: de época, classudo e com grande elenco. Ainda não vi O Discurso do Rei, mas não acho que a Academia vá voltar atrás. Ela tem se modernizado nos últimos anos... Premiou Guerra ao Terror ano passado, Quem Quer Ser um Milionário em 2009 e Onde os Fracos Não Têm Vez em 2008. Nada muito clássico, né? Vamos torcer pra que continue assim.

Nas outras categorias, o que mais me interessa é o embate entre a veterana Annette Bening (que vive uma lésbica no sucesso indie do ano) e Natalie Portman (que tem sido elogiada pelo seu difícil papel em Cisne Negro). Melhor ator é prêmio certo pra Colin Firth, que já tinha sido indicado ano passado e não ganhou. E o Oscar de melhor animação poderia passar a se chamar Oscar Pixar Animation Studios, né gente? Vamos sugerir isso aí.


Os apresentadores da noite vão ser James Franco (que tá indicado a melhor ator por 127 Horas, pode isso Arnaldo?) e Anne Hathaway. Tudo pra garantir uma audiência bem jovem e descolada no dia 27 de fevereiro. Até lá, vou tentando ver o maior número de filmes que eu conseguir e comentando os mais interessantes aqui. Estamos juntos nessa?