Mostrando postagens com marcador scarlett johansson. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador scarlett johansson. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Top 5 - Woody Allen


Hoje o diretor mais querido do cinema está completando 76 anos e como homenagem resolvi fazer um Top 5 dos filmes dele que mais mexeram comigo. Foi muito difícil escolher a posição de cada um e deixar de fora umas coisas maravilhosas tipo Hannah e Suas Irmãs e o recente Meia-Noite em Paris.  É claro que pelo menos 80% dos filmes do Woody Allen são geniais (os outros 20% são apenas bons), mas posso dizer que esses cinco, de uma forma ou de outra, tornaram os meus dias mais bonitos.

5. Manhattan


"Por que vale a pena viver a vida?"

Visualmente, é o filme mais bonito do Woody Allen. A fotografia em preto e branco e a trilha sonora repleta de jazz fazem uma homenagem ao que foi por muito tempo a marca registrada de seu cinema: Nova York. Além disso, tem participação de Meryl Streep, o romance de um homem mais velho com uma adolescente e uma deliciosa lista de coisas que fazem a vida valer a pena.

4. Noivo Neurótico, Noiva Nervosa


"Eu nunca faria parte de um clube que me aceitasse como sócio"

O filme que deu o Oscar para Woody Allen é talvez, um dos melhores do mundo sobre relacionamento. Nada é mais sincero que o amor de Annie Hall e Alvy Singer e fica impossível não se reconhecer nas DRs ou sessões de terapia do casal.

3. Interiores


"Acho que você é realmente muito perfeita pra viver nesse mundo"

Com muitos diálogos, planos longos e nenhuma trilha sonora, Interiores é um drama familiar dos mais perturbadores. Talvez o filme mais diferente da carreira de Woody Allen. Conta a história de três irmãs às voltas com sua mãe, portadora de Transtorno Obsessivo Compulsivo, que não consegue aceitar a separação do marido.

2. Vicky Cristina Barcelona


"Eu só tenho que encarar o fato de que não sou talentosa, sabe? Eu consigo apreciar a arte e adoro música, mas... É triste, realmente, porque eu sinto que tenho muito a expressar e não tenho talento"

O filme que mais me inspira a criar. Ver Penélope Cruz, alucinada, jogando as tintas no quadro me ensinou muito sobre o que é arte. Já em relação ao amor, tenho impressão de que sou bem parecido com a Cristina. Não sei o que eu quero, mas estou irremediavelmente certo sobre o que eu não quero. E por enquanto, isso basta.

1. Match Point


"Há momentos numa partida em que a bola bate no topo da rede e, por uma fração de segundo, ela pode cair para frente ou para trás. Com um pouco de sorte, ela cai para frente, e você ganha. Ou talvez não, e você perde"

A grande tragédia de Woody Allen. Pra mim, Match Point é um carro sem freio em direção ao precipício. Você está vendo o fim do caminho, mas não pode fazer nada para impedir o desastre. Scarlett Johansson nunca esteve tão linda e a sorte nunca foi tão importante.

domingo, 22 de maio de 2011

Forçando a Barra


Gosto muito de uma cena de Vicky Cristina Barcelona, onde a Cristina (Scarlett Johansson) se queixa de não ter talento, apesar de saber apreciar arte com bastante propriedade. Ela diz: "I just have to come face to face with the fact that I am not gifted, you know? I can appreciate art and I love music, but… It’s sad, really, because I feel like I have a lot to express and I am not gifted." Não vou fazer o modesto e dizer que não tenho talento. Até acho que ele existe em alguma proporção. Mas esse sentimento de que sempre tenho muito mais a expressar do que sou capaz é constante.

É complicado falar de talento. Porque tem gente que vê alguém tocando piano com desenvoltura e vai logo dizendo: "olha que dom maravilhoso esse menino recebeu" e, na verdade, só o menino sabe o tanto de horas que passou treinando e praticando antes de "receber" seu dom. É ilusão acreditar que as pessoas saem pegando um caderno (abrindo o Word, no caso) e escrevendo lindos contos, poemas ou romances. Escrever é um trabalho muito menos criativo do que se imagina. A criatividade é importante, lógico. Existe aquele momento em que a história surge na nossa cabeça e que alguns chamam de inspiração, mas isso é só o começo. A partir daí é preciso usar todo o seu vocabulário, experiência e conhecimento da língua pra pegar essa inspiração e transformar em texto.

Nunca tive problemas com a parte da criatividade, mas tentar transmitir esses sentimentos através de um código é sempre problemático. Por isso, estou convencido de que praticar a escrita é a única forma de realizar uma comunicação mais eficiente com o leitor. É preciso dominar as ferramentas. E resolvi criar um lugar onde eu possa treinar, publicando trabalhos um pouco mais pensados e polidos que os textos desse blog (já que o que eu faço aqui é simplesmente vomitar). Talvez assim eu me sinta desconfortável em manter um site desatualizado e acabe me obrigando a escrever mais.

Então, ainda que sem confiança no meu talento, a partir do dia 28 de maio entro para o seleto grupo de escritores de blogs metidos à literatura. Aguardem.