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sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Sleep Cycle


Foi um semestre estranho. Comecei a dirigir, ganhei algum dinheiro com aulas particulares e meio que consegui me aproximar um pouco desse conceito de autossuficiência, que é, teoricamente, o que os adultos buscam. Por outro lado, não estudei quase nada, perdi aulas, dormi mal, comi mal e acho que nunca procrastinei com tanta propriedade. A situação ficou tão feia que hoje baixei um aplicativo que promete monitorar seu sono. Porque ainda acho que meu maior problema é não conseguir dormir 7 horas por dia.

Esse Sleep Cycle funciona assim: você marca a hora em que quer acordar e deixa o iPhone ou iPod Touch do lado do travesseiro. De acordo com os seus movimentos na cama (calculados usando o acelerômetro do aparelho), ele descobre em qual estágio de sono você se encontra. Tudo isso para evitar que você acorde mal. Ele nunca interrompe um ciclo. Pacientemente, ele espera seu momento de sono mais sensível e toca a musiquinha relaxante. Ainda não experimentei o programa e acho que começar a usá-lo nesse fim de semana pode não ser uma boa ideia.

E a gente segue fazendo o possível, né? Sleep Cycle, revista ensinando técnica de concentração, livro de auto-ajuda sobre "como não perder tempo", blocos e mais blocos de checklists... Tudo pra tentar resolver um problema que existe desde 1991 e continua sem solução: eu.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Top 5 - Jogos para iPhone


Então vamos parar de fingir que fazemos alguma coisa da vida, né? Vamos parar. E assumir de vez o vício por essas maravilhas em forma de app. Porque sem eles, nossas viagens de ônibus, tardes de espera e noites de insônia seriam ainda mais insuportáveis.

Preparei um pequeno Top 5 com os jogos mais deliciosos, viciantes e essenciais para iPhone e iPod Touch. Tudo baseado na minha vasta experiência em tédio. Aproveitem!

5. Bejeweled 2

Bejeweled é uma evolução do Tetris. O tipo de jogo que funciona perfeitamente bem em celulares, por ser prático e dificilmente enjoativo. O objetivo é simples: unir 3 ou mais símbolos de cores iguais e somar o maior número de pontos, antes que o tempo ou suas opções de movimento terminem. Aqui em casa, é o único que minha mãe topa jogar. E ela não só joga, como é mais viciada que eu. Parece que dá pra jogar online aqui.




O clássico dos jogos para iPhone! Virou febre mundial, vendendo roupas, brinquedos e objetos de decoração, com direito a uma loja oficial só pra isso. Todo o sucesso do jogo se deve à combinação perfeita de física (movimento balístico) e à catarse oferecida pela destruição do cenário. Depois que começamos a arremessar passarinhos por aí, é muito, muito difícil parar. Já existem mais duas versões do game: Angry Birds Seasons e Angry Birds Rio, onde você tem que matar macacos e não porquinhos.



Vencedor do Apple Design Award 2011, Cut the Rope é o tipo de jogo que, além de ter um visual incrível, quebra a nossa cabeça. Já passei uma semana inteira tentando passar de uma fase. Tudo o que você precisa fazer é levar uma bala para a boca de um bichinho verde muito simpático. Para isso, você vai ter de cortar cordas, rodar manivelas, estourar balões, fugir de aranhas e, às vezes, fazer tudo isso em menos de 30 segundos. O universo do jogo é enorme e as fases, muito bem elaboradas. Também conta com a versão natalina: Holiday Gift.



Tap Tap Revenge se consolidou como o Guitar Hero para os dedos e já está em sua quarta edição. O jogo tem um repertório respeitável de música pop, embora a maioria dos tracks seja paga. E também é a franquia de jogos portáteis com o maior número de versões que eu já vi. Existe Tap Tap da Lady Gaga, Coldplay e até do Glee. Depois de alguns dias de treino, é possível jogar online, com gente de qualquer lugar do mundo. Aí sim, você percebe que existem dedos muito mais rápidos no gatilho.



Sem dúvidas, o meu preferido! Tiny Wings conta a história de uma ave que nasceu com asas muito pequenas pra voar. Por isso, ela precisa pegar impulso nas mais altas montanhas para tentar alcançar um pouco do céu. É tudo muito comovente e poético. Os gráficos são charmosos desenhos em aquarela que simulam o passar de um dia. É este o tempo que você tem para levar sua ave o mais longe (e mais alto) possível. A trilha sonora é linda, e me faz querer chorar.



PS: Espero que vocês não se importem com essa total falta de critério, sequência ou relevância na elaboração dos posts. Esse blog nunca foi bom de foco.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Forjando Analógicas


Há alguns meses, falei aqui sobre dois aplicativos da Apple que simulam uma câmera fotográfica analógica. Nunca tive a chance de usar nenhum deles, porque meu robusto iPod de primeira geração nem câmera tinha, mas essa semana as coisas mudaram. Dei muita aula, passei muita fome, mas consegui juntar dinheiro pra comprar um iPod novo. Com câmera. E o primeiro aplicativo que baixei foi o Hipstamatic (mentira, o segundo, porque o primeiro foi Angry Birds mesmo). Dois dias e 60 fotos depois, só consigo encontrar uma palavra pra descrever minha relação com esse programa: amor.

O Hipstamatic conta com várias lentes, filmes e flashes que reproduzem os efeitos das antigas toy cameras: câmeras baratas, feitas em sua maioria de plástico e com contraste e saturação acima da média. Segundo a Wikipédia, "muitos fotógrafos profissionais já usaram as toy cameras e seus estranhos efeitos óticos para tirarem fotografias vencedoras de prêmios". E os criadores são tão safados espertos, que criaram uma loja dentro do aplicativo, pra quem quiser adquirir novas lentes e acessórios. É claro que a gente não resiste e acaba com uma pequena falência a cada mês.

Ontem passei a tarde no zoológico e aproveitei pra experimentar todas as combinações de lentes possíveis, embora tenha usado muito a Helga Vinking, que tinha acabado de comprar. O mais legal é que a sua visualização prévia da foto (o que agora conhecemos como visor LCD) é de péssima qualidade e muitas vezes o resultado sai completamente diferente da sua intenção (o que, na verdade, é a graça de quase todas as analógicas). Tudo bem que, a cada três fotos, duas ficavam péssimas, mas algumas saíram tão interessantes que eu quase esqueci que estava lidando com um iPod Touch e comecei a procurar preço de revelação em laboratório.





terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Febre Vintage



Desde que a câmera digital se popularizou, assistimos ao crescimento assombroso do número de aspirantes a fotógrafos. O custo da fotografia diminuiu razoavelmente e hoje um simples celular com câmera pode dar resultados dignos. Mas num mundo dominado por Cyber-shots a graça é ter uma Polaroid, daquelas que a gente precisa balançar pra imagem aparecer no filme.

Foi pensando nisso que dois caras muito espertos (fiquei com preguiça de pesquisar o nome deles no Google) criaram o Hipstamatic e o Instagram, aplicativos pra iPhone ou iPod Touch que transformam suas fotos de celular em charmosos retratos antigos.


O Hipstamatic oferece diferentes tipos de lentes, flashes e filmes que se combinam na hora de captar a imagem (veja o vídeo). O resultado é bem fiel às antigas analógicas. O Flickr tem um grupo formado só por usuários desse aplicativo; dá pra ter uma ideia geral de como as fotos podem ser interessantes.


Já o Instagram vem com filtros mais simples, mas tem a vantagem de ser uma rede social (altamente viciante). A ideia é reproduzir a sensação de usar uma Polaroid. Você tira a foto, aplica o filtro da sua preferência e divulga pros seus seguidores, que podem curtir ou comentar. O bacana é fugir do óbvio e usar a criatividade pra resgatar as emoções que nossas frias digitais já não podem transmitir.