quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Basicamente No Cinema Teve Muito Álcool

Obviamente que deixei pra fazer essa lista às 23h do dia 31 de dezembro, então vou ter que correr horrores e falar praticamente nada sobre cada filme, porque só tenho esse tempo da digestão de toda essa carne com champignon antes do céu começar a explodir. Desculpa a pressa, desculpa a falta de noção, obrigado pela visita e pode ficar tranquilo, que ano que vem a gente coloca os pingos nos "i"s.

10. O Maravilhoso Agora


A menina de A Culpa É das Estrelas fez esse filme de baixo orçamento, que foi selecionado pro Festival de Cannes e acabou caindo por acaso no meu HD. Conta um romance adolescente entre esse exemplo de garota e um jovem alcoólatra que vive pra lá e pra cá com seu copinho de canudo cheio de pinga e suco. Na metade do filme eu tomei um susto tão grande, que acho que só me recupero em 2015.

9. Boyhood


E parece que foi mesmo o ano dos alcoólatras no cinema. Taí o pai do nosso menino Boyhood que não me deixa mentir. Que vilão detestável! Enquanto eu assistia, me subiu um ódio que eu não sentia no cinema há anos. Chegou a me fazer mal e tudo.

8. Mommy


Xavier Dolan voltou a falar de maternidade, mas sem a euforia juvenil dos seus primeiros filmes. Mommy é uma narrativa consistente, muito bem contada e com atuações alucinadas de tão boas. Nunca imaginei que fosse quase chorar de beleza estética por conta de uma cena de selfie ou que fosse me divertir tanto com uma sequência de vinho na cozinha. Nem precisava ter Lana Del Rey nos créditos.

7. O Congresso Futurista


Duas horas do mais puro lsd.

6. Amantes Eternos


Esses não bebem álcool, mas neles o efeito do sangue é praticamente o mesmo. Não são os vampiros mais bonitos do cinema, mas certamente são os mais cultões. E tem a melhor cena final desses 10 filmes aqui tudinho.

5. Joe


Apesar de não suportar o Nicolas Cage, não tive o que fazer com ele e essa preciosidade chamada Joe, que quase ninguém viu, se não metê-los na quinta posição dos melhores do ano. O filme é bem cru, cheio de miséria e violência, mas seu maior trunfo está no trabalho do menino Tye Sheridan, que faz o filho de um alcoólatra terminal (outro pinguço, tô falando...) e mostra que talento é mesmo uma coisa deveras injusta e impressionante.

4. Relatos Selvagens


É o representante argentino pro Oscar 2015 e reúne meia dúzia de histórias desesperadamente geniais, cheias de graça, sangue e peripécias do roteiro. Recomendo pra qualquer um que ainda tenha olhos.

3. Versos de um Crime


Não sei se as atuações me impressionaram tanto quanto a montagem, mas, sem dúvidas, Versos de um Crime também me ganhou pela temática. É um thriller-literário-poético-gay, que te prende num universo de descobertas, encantamento e perigo tão deliciosamente bem esculpido que a última coisa que você quer fazer é sair.

2. O Lobo de Wall Street


Scorsese enfiando o pé na jaca de um jeito tão lambuzado, que fica difícil andar depois. O filme te mata de rir: primeiro de incredulidade, depois de graça, mais tarde ainda, de nervoso.

1. Ela


Que loucura o amor!

Um comentário:

Willian Fleherty disse...

Por coincidência, assisti 9 dos filmes citados e até que achei bacana a dua seleção. Sim, "Boyhood" me despertou um ódio que não sentia desde "O Morro dos Ventos Uivantes." "Amantes Eternos" me encantou a riqueza de diálogo e claro... minha Queen Tilda. Scorcese foi soberbo e não, não me conformo do Leo não ter levado u. OSCARZINHO (chatiado). E quanto a "Ela", acho que perde pra "C.C.Dallas" que nos proveu o melhor ator do ano, Jared Fodao (perdoe o linguajar. Não me contenho com a "apoteoticidade" dele). <3