quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Estado de Vigília


Meus olhos pesam toneladas
O conforto das pálpebras fechadas
Procuro inconsciência, devaneio
Encontro sobressalto, pesadelo

Quem dera não ter nunca acordado
Permanecer no sono, entretido
Negar dessa vida o absurdo
Ficar enfim, adormecido

O amanhecer foi violado
Com um tal de despertador
De onde se ouve o brado:
Acorda pra vida, senhor!

O povo a me aconselhar:
Levante, corra, dance, grite
E até penso em acatar
Mas meu sono não permite

3 comentários:

Isadora disse...

adorei esse seu lado :)

del disse...

"O amanhecer foi violado
Com um tal de despertador
De onde se ouve o brado:
Acorda pra vida, senhor!"

Muito, muito, muito bom! Não sou nenhuma especialista (ah, jura?), mas você leva jeito pra isso!

Matheus Rufino disse...

Me encontro demais aqui.