sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Terapia iTunes

Agora entrei numas de transferir meus CDs antigos pro computador e não sei se quero outra coisa da vida. Recuperar músicas que ficaram perdidas entre 1996 e 2005, e etiquetar cada uma delas de forma sistemática, pode não parecer o trabalho mais interessante do mundo, mas satisfaz portadores de transtornos obsessivos compulsivos e nostálgicos em geral. Eu seria capaz de passar dias ouvindo trechos de canções que me remetem a épocas bem mais felizes e pessoas bem mais interessantes.

Na verdade, eu não sei se era mais feliz na época em que ouvia Cássia Eller, Pato Fu ou The Carpenters. Que eu me lembre, era inclusive bastante idiota. Mas minha insatisfação atual é tão concreta que estou aceitando qualquer coisa. Qualquer coisa capaz de me transportar pra outro tempo ou lugar. Nem que seja por três minutos e meio.

Às vezes tenho medo disso não melhorar. E fico realmente desesperado, porque tenho só 20 anos. Não pode ser normal alguém dessa idade com tamanha falta de fé. E até tento me empolgar com as coisas: estudo, namoro, religião, futuro profissional... Mas o despropósito disso tudo me parece cada vez mais evidente. Aí eu tenho vontade de abrir a janela e gritar ACORDA, ISSO NÃO VAI LEVAR A NADA!, pra ver se as pessoas percebem o tamanho do equívoco que é viver.

E me falta voz.

12 comentários:

Heloisa Leite disse...

Só falta uma coisa... conhecer o verdadeiro sentido da vida. E esta busca está somente entre você e o Senhor. É só querer! Lute por ela! Te amo! Beijos.

Rafa disse...

Cássia Eller foi parte da minha infância. Na época eu não entendia as letras, gostava da melodia e sofri muito quando ela morreu. Hoje, um pouco maior, já entendo as letras e continuo amando. Me lembram épocas melhores também.

Dias melhores estão por vir. Se falta voz, compra um megafone ;)
Beijos.

Luiza disse...

Achei esse post estilo 'já matei por menos' =P

Manuel disse...

http://partialobjects.com/2011/08/understanding-doesnt-create-empathy/

Manuel disse...

http://stoa.usp.br/alexccarneiro/files/-1/4529/sartre_exitencialismo_humanismo.pdf

sobrefatalismos disse...

Fé eu também não tenho muita. E estou começando a achar meus defeitos uma banalidade sem tamanho. E só tenho dezenove (ganhei de ti).
Também sou nostálgica e passo horas ouvindo o mesmo artista, disco ou música. Vivo de passado.
Abraços.

sobrefatalismos disse...

Fé eu também não tenho muita. E estou começando a achar meus defeitos uma banalidade sem tamanho. E só tenho dezenove (ganhei de ti).
Também sou nostálgica e passo horas ouvindo o mesmo artista, disco ou música. Vivo de passado.
Abraços.

Gabriel Leite disse...

Manu, achei o vídeo do primeiro link muito fofo, mas não consegui entender muito bem o que o texto contestava nele (meu inglês é ruim demais e minha preguiça de ler com atenção, muito grande).

Já o texto do segundo link eu salvei aqui e vou ler quando tiver um pouco mais de tempo.

Manuel disse...

Ah, as críticas não são tão relevantes, mas se quiser te explico um dia no gtalk.

Eve Fowl disse...

Esse seu sentimento é mais normal do que acha.

É que a sociedade parece sempre exigir tanto de nós, que não parece sobrar nada a mais além de frustação e a sensação de que não estamos vivendo de verdade.

Matheus Rufino disse...

A vida é um hábito que, a cada dia que passa, fica cada vez mais antigo pra poder abandonar.
"nothing really matters, anyone can see, nothing really matters - to me" essa é uma sensação que creio que afeta as pessoas independentemente da idade, mas creio que ela passa. A gente vai descobrindo novas coisas pra se importar, novas maneiras de se importar com as coisas. e no meio disso, nada importa, rs.

Pris disse...

Melhor post que eu li no blog (até agora)